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ELA TRAZ UMA NAVALHA QUE CORTA O MAL E A INJUSTIÇA, PROTEGIDA DE ZÉ PELINTRA, MARIA NAVALHA NÃO BRI
Tipo de projeto
LIVRO DANÇAS DO AGORA 2: O CHÃO DO HOJE, É ONTEM E AMANHÃ
Data
Novembro de 2024
Local
Anda - Salvador/BA
A malandra seria a perfeita representação de uma Mulher bem-humorada,
cheia de ginga no seu caminhar, sempre escapando dos problemas com o “jeitinho”
característico, peculiar do povo brasileiro. Ela trança suas pernas com formosura no
samba assim como na caminhada da vida. Na cosmogonia, traz sua manifestação forte
e significativa na linha da malandragem, sendo sua maior representatividade Maria
Navalha. O principal objetivo é através da destacar os aspectos conceituais, históricos,
socioculturais e cosmogonia que cercam a figura da Maria Navalha, malandra cultuada
nos terreiros de religião afro-brasileira; além de refletir o como essa Entidade surge a
partir de influências da malandragem e dos conceitos interligados a corporeidade, a
vestimenta, a ginga, a dança e a música. A abordagem metodológica parte da
etnografia como valor de existência e presença do outro, admitindo-se uma
subjetividade, valorizada pela diversidade, pelo caráter cooperativo (não competitivo)
e sincrônico. Destarte, a malandragem da Maria Navalha é consolidada a partir dos
eixos descritos e sobrevive pelo seu caráter atávico e circulada pela mídia, sendo
presente demasiadamente no transcorrer dos tempos, tornando-se atemporal na
cultura social e cosmogonia brasileira.

